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Tráfego pago

Google Ads ou Meta Ads? A pergunta certa é se alguém já procura o que você vende

A escolha não é entre duas plataformas, é entre capturar demanda que já existe e criar demanda que ainda não existe. Um teste de dez minutos, de graça, responde qual é o seu caso antes de você gastar o primeiro real.

Diego Zanqueta5 min de leitura
Duas curvas comparadas, uma com picos concentrados de busca e outra com alcance amplo e baixo no feed
Duas curvas comparadas, uma com picos concentrados de busca e outra com alcance amplo e baixo no feed

"Qual é melhor, Google ou Meta?" é a pergunta mais frequente e a mais mal formulada do tráfego pago. É como perguntar se martelo é melhor que chave de fenda sem dizer o que precisa ser montado.

A pergunta que resolve é outra, e ela não é sobre plataforma nenhuma: existe gente procurando ativamente o que você vende?

Se existe, você tem uma demanda para capturar, e capturar é mais barato que criar. Se não existe, ninguém vai digitar o nome do seu produto no Google, por melhor que seja a campanha, e você vai precisar interromper a pessoa em outro lugar.

O teste de dez minutos que responde isso

Antes de escolher, meça. Sem contratar nada.

  1. Abra o Planejador de palavras-chave do Google Ads. É gratuito e a conta não precisa ter campanha rodando.
  2. Digite de cinco a dez formas como um cliente descreveria o que você vende. Não use o nome técnico que só o setor usa; use as palavras do cliente.
  3. Filtre por Brasil, ou pela sua cidade, se o negócio for local.
  4. Some o volume mensal de busca desses termos.

A leitura:

Volume somado por mêsO que isso significaPor onde começar
Acima de 1.000Existe demanda ativa e organizadaRede de pesquisa do Google
Entre 100 e 1.000Demanda existe, mas é estreitaGoogle para capturar, Meta para ampliar
Abaixo de 100Ninguém procura por isso aindaMeta, com criativo que explica o problema

O que cada plataforma realmente faz

Google: a pessoa levanta a mão

Na rede de pesquisa, o anúncio aparece porque alguém digitou algo. A intenção já existe e você está pagando para ser a resposta.

Isso torna o clique mais caro e a conversão mais provável. O custo por lead costuma ser mais alto, e o custo por venda, mais baixo. É o canal de quem já decidiu que quer resolver o problema e está escolhendo com quem.

O teto é a própria demanda. Se apenas 400 pessoas procuram por mês, não há como escalar além disso na pesquisa, faça o que fizer com o orçamento.

Meta: você levanta a mão pela pessoa

No feed, ninguém procurou nada. A pessoa está vendo fotos de amigos e você entra no meio. Isso muda tudo:

  • O criativo carrega a campanha. Na pesquisa, quem qualifica é a palavra digitada. No feed, é a peça. Anúncio ruim no Meta não tem conserto por segmentação.
  • O alcance é praticamente ilimitado. Você não depende de ninguém procurar, então escalar é uma questão de verba e de saturação de público.
  • A jornada é mais longa. Quem vê no impulso demora mais para decidir. Contas de Meta que medem só o mesmo dia costumam se enganar para menos.

O caso que quase ninguém considera: os dois, mas não ao mesmo tempo

A resposta consultiva preguiçosa é "use os dois, eles se complementam". Eles se complementam mesmo, mas isso não significa começar pelos dois.

Com verba pequena, rodar duas plataformas ao mesmo tempo garante que nenhuma das duas junte volume suficiente para o sistema aprender. Você acaba com duas campanhas medíocres em vez de uma que funciona.

A sequência que costuma render mais:

  1. Comece pelo canal que o teste indicou, com a verba inteira, por 60 a 90 dias.
  2. Só então abra o segundo, com verba própria, sem tirar do primeiro.
  3. Compare pelo retorno consolidado, nunca pelo relatório de cada plataforma sobre si mesma.

Sinais de que você escolheu errado

Depois de 30 dias, alguns sintomas são bem específicos:

No Google, muito clique e nenhuma conversa. Normalmente é correspondência ampla trazendo busca de curiosidade. Olhe o relatório de termos de pesquisa, o que a pessoa realmente digitou, e comece a lista de palavras negativas. É a manutenção mais rentável que existe na plataforma e a mais negligenciada.

No Meta, muita conversa e nenhuma venda. Quase sempre o anúncio promete algo mais fácil ou mais barato do que a realidade. Chega gente demais, e errada. Um criativo que já diz o preço filtra melhor que qualquer segmentação.

Custo por resultado bom nos dois, mas o caixa não muda. Aí o problema não está na mídia. Está entre o lead e a venda, e nenhuma das duas plataformas resolve isso.

Para negócio local, a resposta muda

Se você atende uma cidade, tem uma peça que vale mais que as duas plataformas somadas: o Perfil da Empresa no Google, aquele bloco de mapa que aparece antes de todos os resultados.

Ele é gratuito, aparece exatamente para quem procura perto de você, e a maior parte dos concorrentes deixa incompleto. Antes de investir em anúncio local, preencha categoria, horário, fotos recentes e responda as avaliações. Já vimos esse passo sozinho mudar o volume de ligações de clínica e de restaurante.

Depois disso, sim: Google para quem procura o serviço, Meta para lembrar a vizinhança de que você existe.

O resumo que cabe numa frase

O que não funciona é escolher pela plataforma que você acha mais simpática, ou pela que o concorrente usa. Ele pode estar no caso oposto ao seu, e você não tem como saber olhando os anúncios dele.

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A gente faz um diagnóstico da operação antes de propor qualquer coisa, e diz também quando não vale contratar.

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